Transexual se candidata a uma vaga de juíza na Venezuela

Tamara Adrián, 56, advogada, professora há 30 anos das duas maiores universidades da Venezuela, com doutorado em Paris, decidiu se candidatar a uma vaga de magistrada na mais alta corte na Venenuela. Nota, Adrián é uma transexual.

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A advogada está entre os 404 aspirantes às nove vagas de titular do Tribunal Supremo de Justiça (equivalente ao STJ brasileiro). Com essa lista, os deputados da Assembléia Nacional, elegerão os novos magistrados no mês que vem. As chances de Adrián são praticamente nulas, mas ela diz que vale a penas “por à prova” as instituições venezuelanas. “É preciso preencher os espaços. É importante uma mulher transexual, lésbica e feminista se candidate”, disse Adrián para a reportagem da Folha de São Paulo. “Não tenho nenhuma esperança porque essa Assembleia é muito, mas muito, mas muito homolesbotransfóbica. Tiraram a questão de equidade de gênero de todos os projetos. Essa é a revolução altamente conservadora”.

Na Venezuela o sistema público de saúde está proibido de realizar cirurgias de mudança de sexo. Adrián fez a dela em 2002 numa clínica particular fora do país. Da mesma forma há restrições na troca do registro para oficializar seu nome social.

Desde 2003, Adrián, reapresenta de seis em seis meses uma ação no TSJ para mudar as regras discriminatórias contra as transexuais. “É uma prática discriminatória [as leis vigentes]. Por que a pessoa tem de ser exposta? A Constituição diz que as pessoas têm direito de determinar que tipo de informação estará disponível em documentos oficiais e não oficiais”.

Via Folha Online

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By | 2017-10-30T09:14:01+00:00 outubro 29th, 2010|Categories: Venezuela|Tags: , |0 Comments

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