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	<title>Gay</title>
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	<description>No site do Gay (www.gay.com.br) a diversidade é tratada com respeito. LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travesti e Transexuais - na luta pelo reconhecimento dos seus direitos e cidadania, contra o preconceito, a discriminação da homofobia da sociedade brasileira.</description>
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		<title>Um alguém sem coração</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 13:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Julio Mesquita]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse jogo poético de minha imaginação não me surpreende, já que sempre se deparou com desdéns sofridos que me tiraram a alegria no passado. Vista à distância, minha vida é como que contraída desses contos trágicos de amores não correspondidos. No entanto, eu amava àquele rapaz. Vinícius e Lenine foram muitas vezes meus discretos e indispensáveis confidentes. Vi Leonardo em um bar naquela noite com outro, os dois com copos em punho, ambos confabulando suas aventuras amorosas. (Eu olhava). Confesso que estive a ponto de lançar-me aos seus pés, de dizer-lhe sobre meu amor e sentimento, mas não pude. Como todos os jovens de minha idade, eu aspirava ter um único e verdadeiro amor, Leonardo foi minha primeira aspiração. Conheci o Léo, é como costumava chamá-lo, em uma rede social. Marcamos um encontro e ficamos. Foi tudo! Minha força de sentimento, meu prazer, meu corpo, minha alma; usei tudo o que eu tinha dentro e fora. Para conhecer um homem, é preciso ao menos entrar no segredo do seu coração, foi esse segredo que entreguei ao Léo. Vivi emoções indescritíveis. Abandonei a mim mesmo para entregar-me a ele, para servi-lo, satisfazê-lo. Quis cobrir-lhe de amor, de alegria, de excessivos carinhos a fim de vê-lo no mais alto grau de satisfação e gozo. Todos os homens resumiam-se em um só: Leonardo. Ah! Quanta amarga decisão. Acreditei que o verdadeiro amor deixa-se arrastar para onde aquele em quem reside sua vida, sua força, sua realização e felicidade. De fato, dei-me por inteiro ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 13px;">Esse jogo poético de minha imaginação não me surpreende, já que sempre se deparou com desdéns sofridos que me tiraram a alegria no passado. Vista à distância, minha vida é como que contraída desses contos trágicos de amores não correspondidos. No entanto, eu amava àquele rapaz. Vinícius e Lenine foram muitas vezes meus discretos e indispensáveis confidentes. Vi Leonardo em um bar naquela noite com outro, os dois com copos em punho, ambos confabulando suas aventuras amorosas. (Eu olhava). Confesso que estive a ponto de lançar-me aos seus pés, de dizer-lhe sobre meu amor e sentimento, mas não pude. Como todos os jovens de minha idade, eu aspirava ter um único e verdadeiro amor, Leonardo foi minha primeira aspiração. Conheci o Léo, é como costumava chamá-lo, em uma rede social. Marcamos um encontro e ficamos. Foi tudo! Minha força de sentimento, meu prazer, meu corpo, minha alma; usei tudo o que eu tinha dentro e fora. Para conhecer um homem, é preciso ao menos entrar no segredo do seu coração, foi esse segredo que entreguei ao Léo. Vivi emoções indescritíveis. Abandonei a mim mesmo para entregar-me a ele, para servi-lo, satisfazê-lo. Quis cobrir-lhe de amor, de alegria, de excessivos carinhos a fim de vê-lo no mais alto grau de satisfação e gozo. Todos os homens resumiam-se em um só: Leonardo. Ah! Quanta amarga decisão. Acreditei que o verdadeiro amor deixa-se arrastar para onde aquele em quem reside sua vida, sua força, sua realização e felicidade. De fato, dei-me por inteiro sem que mais nada faltasse. Leonardo me fez homem, mulher; amante, profano. Nosso sexo era puro, sujo, ardente e às vezes santo. Enfim, não temi o abismo e fui além do que o corpo poderia alcançar. Outras vezes, me vi esgotar sem nenhuma gota, resumido a nada, totalmente consumido em meio ao músculo. Tive um prenúncio de alucinações, vi projeções estelares, luzes e sombras; reflexos através da neblina, vagando rumo ao cume do quarto em que fazíamos amor. Eu fui prisioneiro desses sentimentos tão sublimes que até a própria vida desconhece. A cada dificuldade vencida, eu beijava-o o rosto, as mãos e os pés desse meu anjo divinal. Escapei às preocupações do mundo, me aprofundei nessa intensa relação. Tive minha homossexualidade totalmente exposta, rebati críticas de família e enfrente com atitude e incisão os preconceituosos. Mas assim como tudo na vida, acabou. Leonardo me traiu. Aliás, nem sei se ele me traiu. Ele apenas voltou para os braços de quem ele sempre pertenceu. Descobri que Léo, havia voltado a se encontrar com seu antigo relacionamento. Na saída da faculdade alguém me abordou. Esse alguém me entregou um bilhete dizendo: ”Até quando viverás das minhas migalhas?” Assinado: Atílio. À noite, logo que nos reencontramos, Léo viu meus olhos inchados de tanto chorar. Dei-lhe a carta. Seu rosto corou, sua testa franziu, na mão fez rasgar o que leu. Impus-me, fiz com que escolhesse, e ele realmente escolheu. Foram meses de dor e sofrimento tentando compreender o significado daquela entrega, tentando ver um pouco de verdade nas falsas promessas e recolhendo as fuligens do que sobrou. E mesmo depois de tanto tempo, vejo-o repentinamente num bar com a pessoa que me deu a carta. Recordei-me das nossas conversas, das palavras que me fizeram ver estrelas, dos lábios os quais tanto toquei e do quanto juramos viver esse amor que parecia ser eterno.</span></p>

<p class="sayac_bilgi"></p>
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		<title>A batalha perdida</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jun 2013 13:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dimitri Sales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[É assustadora e frustrante a decisão do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de exonerar o Diretor do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais, Dr. Dirceu Greco, pois reveladora de definitiva posição política do Governo Dilma Rousseff. Sob a alegação que o mesmo publicizou uma campanha institucional destinada à população de prostitutas sem o aval do Gabinete, além de demitir competente profissional, retirou-se do site oficial as peças publicitárias produzidas em parceria com a sociedade civil. Ao camuflar as reais motivações da exoneração, o Governo da Presidenta Dilma tenta fazer a “opinião pública” crer que a insubordinação foi motivadora da decisão ministerial, esquecendo-se que repreenda menos direta, porem não menos impactante, já havia sido sentida quando da proibição da campanha de prevenção do carnaval de 2012. Está tudo devidamente encadeado, num jogo lógico impossível de não ser percebido por olhos críticos: faz parte de uma opção política do Poder Executivo Federal. Ao divulgar uma campanha de prevenção dirigida às prostitutas, o agora ex-diretor pautou-se pelos princípios que devem guiar a concretização de uma política de saúde séria, acima das intempéries da conjuntura política, construída com muita resistência e bravura. Nada disso importa! A questão central é que o Planalto está cada vez mais decidido quanto aos seus interesses, assumindo de que lado do jogo está atuando. Nesse sentido, a exoneração do Dr. Dirceu Greco não é peça isolada num tabuleiro nebuloso, senão contínua movimentação de peças cujo objetivo final é a preservação do poder, seu alargamento, ainda que isso não signifique ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É assustadora e frustrante a decisão do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de exonerar o Diretor do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais, Dr. Dirceu Greco, pois reveladora de definitiva posição política do Governo Dilma Rousseff. Sob a alegação que o mesmo publicizou uma campanha institucional destinada à população de prostitutas sem o aval do Gabinete, além de demitir competente profissional, retirou-se do site oficial as peças publicitárias produzidas em parceria com a sociedade civil.</p>
<p><a href="http://www.gay.com.br/arqs/2013/06/931166_594685750562535_394617617_n.jpg"><img class="size-full wp-image-11564 alignleft" alt="931166_594685750562535_394617617_n" src="http://www.gay.com.br/arqs/2013/06/931166_594685750562535_394617617_n.jpg" width="300" height="420" /></a>Ao camuflar as reais motivações da exoneração, o Governo da Presidenta Dilma tenta fazer a “opinião pública” crer que a insubordinação foi motivadora da decisão ministerial, esquecendo-se que repreenda menos direta, porem não menos impactante, já havia sido sentida quando da proibição da campanha de prevenção do carnaval de 2012. Está tudo devidamente encadeado, num jogo lógico impossível de não ser percebido por olhos críticos: faz parte de uma opção política do Poder Executivo Federal.</p>
<p>Ao divulgar uma campanha de prevenção dirigida às prostitutas, o agora ex-diretor pautou-se pelos princípios que devem guiar a concretização de uma política de saúde séria, acima das intempéries da conjuntura política, construída com muita resistência e bravura. Nada disso importa! A questão central é que o Planalto está cada vez mais decidido quanto aos seus interesses, assumindo de que lado do jogo está atuando. Nesse sentido, a exoneração do Dr. Dirceu Greco não é peça isolada num tabuleiro nebuloso, senão contínua movimentação de peças cujo objetivo final é a preservação do poder, seu alargamento, ainda que isso não signifique mudanças substantivas na vida das pessoas (ou, ainda que significasse, seria eticamente útil?!).</p>
<p>O Governo Dilma Rousseff tem tomado posições absolutamente coerentes sob o ponto de vista do atrelamento aos interesses das correntes fundamentalistas, alinhando-se cada vez mais a discursos e práticas que resultam na negação do Estado Laico e de políticas de promoção da cidadania de populações vulneráveis. Não é apenas uma omissão ante, por exemplo, a movimentação das bancadas evangélicas no Congresso Nacional. É mais que isso, é ação! Ao afirmar, por exemplo, que “o Governo não fará propaganda de opção sexual”, a Presidenta, não obstante a ignorância da sua fala, define diretrizes de governo, cerceia espaço de atuação e responde claramente às demandas atreladas a interesses específicos, corporificados nos discursos fundamentalistas religiosos de intolerância.</p>
<p>A cada ofensiva dos grupos fundamentalista, ante ação ou omissão do Governo, retrocedemos um pouco mais. Assevera-se a escalada de poder sectário, descompromissado com a razão pública, norteadora de uma governança republicana.</p>
<p>A exoneração do Dr. Dirceu Greco traz à luz outra questão: não se trata de um problema do Poder Legislativo, que impossibilitaria qualquer intervenção do Governo, tal qual se afirmado permanentemente no caso envolvendo a eleição do Dep. Pastor Marco Feliciano para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (ainda que não sejam ditas as reais motivações que levaram o PSC a ocupar aquela cadeira, centradas nas prioridades do Partido dos Trabalhadores). O problema revelado agora está no seio do Poder Executivo, no âmago do Governo Federal: é fruto de deliberada opção política!</p>
<p>A exoneração do Dr. Dirceu Greco é mais uma demonstração de que o jogo está sendo impulsionado também pelo Palácio do Planalto. Ingenuidade ou interesses políticos e partidários podem buscar afirmar o contrário, sem que seja possível ouvir desses defensores argumentos que disfarcem a vagueza discursiva ou a ruborizada vergonha pelo “dever” de defender, no fundo, o status quo que sustenta seus interesses pessoais. Até porque, ante tal fato, não há argumentos que se sustentem, sequer, ideologicamente.</p>
<p>E de imaginar que foi no “nefasto” governo “neoliberal” de Fernando Henrique Cardoso que as políticas de enfrentamento às DST/Aids avançaram e se solidificaram&#8230;</p>
<p>A fala do Ministro Alexandre Padilha, pretenso candidato ao Governo do Estado de São Paulo, justificando a exoneração, é medonha. Sendo médico infectologista, deveria se envergonhar de afirmar que o Ministério da Saúde somente terá “mensagens restritas a orientações de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis”. Desconsidera-se que as vulnerabilidades sociais são fatores que fragilizam os sujeitos e aumentam o risco da transmissão de DST/Aids e hepatites virais entre as pessoas que compõem as populações marcadas por desigualdades jurídicas e pelos violentos preconceitos (aí residem as prostitutas). Qualquer política de saúde exitosa deve olhar para o individuo a partir das suas singularidades.</p>
<p>É preciso reconhecer: neste momento se esgotaram os espaços de disputas em torno das políticas de direitos das populações vulneráveis no Governo Dilma Rousseff! Não há mais espaço para enfrentamentos ideológicos ou pragmáticos em torno dos referenciais de promoção das ações que tocam em questões morais. Se não o faz, não se avança em direitos, não amadurece a democracia, não se garante respeito às “gentes diferenciadas”.</p>
<p>Por tudo isso, considerando todo o histórico do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais, neste momento, o que se pode esperar da sua equipe é que peça exoneração, coletivamente, gerando uma crise institucional capaz de despertar o Governo para os riscos que suas condutas poderão produzir nas políticas de saúde e de direitos humanos das populações vulneráveis. Não há alternativa: permanecer é legitimar o retrocesso! Por se tratar de um Governo pouco disposto a ouvir a sociedade civil, está nas mãos de vocês pressioná-lo com um gesto de bravura, coragem, desprendimento. Eduardo Barbosa, peça exoneração!</p>
<p>Em 2002, quando o Governo Fernando Henrique Cardoso se recusou a enfrentar com a ousadia e força necessárias a crise generalizada que assolava o Espirito Santo, rejeitando as recomendações do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, que propunha imediata intervenção federal naquele Estado, o Gabinete do Ministério da Justiça inteiro pediu exoneração, além dos integrantes do próprio Conselho, que renunciaram coletivamente seus mandatos. Gerou fato político, pressionou a Presidência, mudou rumos!</p>
<p>Se as reações ante este gesto de agora não forem suficientemente fortes para frear a escalada fundamentalista, amparada pelas opções políticas do Governo Dilma Rousseff, é lamentável, mas preciso admitir: a batalha está perdida!</p>
<p>Se assim o é, cabe uma sugestão ao Ministro Alexandre Padilha: política de redução de danos!</p>
<p>Vá fundo, Ministro, vá com fé (muita fé!) e enfrente destemidamente essa pouca vergonha que é distribuir agulha pra viciado se drogar, canudo pra cheirador de pó se entupir, gel pra putas e viados promíscuos se prostituírem! Vá fundo, em nome da família e dos bons costumes!</p>
<p>Talvez não lhe garanta muitos votos, mas assegura mais alguns partidos na sua possível coligação e alguns minutos a mais na propaganda de televisão!</p>

<p class="sayac_bilgi"></p>
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		<title>Taça de Cristal</title>
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		<pubDate>Sun, 26 May 2013 21:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Julio Mesquita]]></category>

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		<description><![CDATA[A masculinidade, do ponto de vista do próprio macho, não é objeto de discussão e tampouco um contraponto a argumentações científicas ou pedagógicas. O macho se julga macho por excelência e pronto! Variou disso, é sinal de desvio comportamental, de caráter ou mesmo uma passível afetação de origem biológica que tomou proporções doentias, como a maioria das vezes costumam dizer. No início deste novo século, o macho se contradiz com a contemporaneidade de suas ações, buscando propostas antes malvistas por ele. E quando imaginamos que já terminou, o mais distinto dos machos vem a público e dá identidade à sua feminilidade. Quem é o macho atual? É natural que o galo cante aprumado no galinheiro, onde sua presença se faz dominar sobre as demais. Mas há tempo que esse ímpeto ejaculatório e bestial vem deixando de ser unilateral para dar lugar ao bilateral, atuação inconcebível quando falamos das funções e prerrogativas inerentes ao reprodutor e promovedor da nossa frágil espécie masculina. Hoje, portanto, reduzido ao próprio reconhecimento de que o pênis e o coito não são garantia de milhares e milhares de obviedades, ele o macho, a partir de então, perde o protagonismo para o início de uma nova história. A ilha, uma vez habitada, abre exceções conflitantes para as quais o macho não foi eventualmente preparado. E, diante desse confronto inédito, ele o macho, se pergunta qual é o seu verdadeiro papel atual junto do que se formou e como se adequar a ele sem que se perca a ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A masculinidade, do ponto de vista do próprio macho, não é objeto de discussão e tampouco um contraponto a argumentações científicas ou pedagógicas. O macho se julga macho por excelência e pronto! Variou disso, é sinal de desvio comportamental, de caráter ou mesmo uma passível afetação de origem biológica que tomou proporções doentias, como a maioria das vezes costumam dizer.</p>
<p>No início deste novo século, o macho se contradiz com a contemporaneidade de suas ações, buscando propostas antes malvistas por ele. E quando imaginamos que já terminou, o mais distinto dos machos vem a público e dá identidade à sua feminilidade. Quem é o macho atual? É natural que o galo cante aprumado no galinheiro, onde sua presença se faz dominar sobre as demais. Mas há tempo que esse ímpeto ejaculatório e bestial vem deixando de ser unilateral para dar lugar ao bilateral, atuação inconcebível quando falamos das funções e prerrogativas inerentes ao reprodutor e promovedor da nossa frágil espécie masculina.</p>
<p>Hoje, portanto, reduzido ao próprio reconhecimento de que o pênis e o coito não são garantia de milhares e milhares de obviedades, ele o macho, a partir de então, perde o protagonismo para o início de uma nova história.</p>
<p>A ilha, uma vez habitada, abre exceções conflitantes para as quais o macho não foi eventualmente preparado. E, diante desse confronto inédito, ele o macho, se pergunta qual é o seu verdadeiro papel atual junto do que se formou e como se adequar a ele sem que se perca a identificação embrionária. O macho continua virial. No entanto, suas tarefas não são mais exclusividades, muito menos as escolhas da natalidade que sempre lhe coube determinar a data e o lugar. Tantas aberturas e renúncias deixam sequelas traumáticas, que logo terá que rever. E na contramão das suas opiniões, o jeito é a adaptação ao que aí está. As metamorfoses do macho ficam evidentes: a depilação corporal, a busca pelo rosto lânguido e fino, os apetrechos da moda, a inversão dos papéis no lar, o diálogo com a fêmea, o sexo compartilhado no prazer, na tentativa de saciar o sexo oposto, o advento refletido em comum acordo, a homossexualidade e a bissexualidade mais assumida e a obrigação de ter que repassar isso claramente às futuras gerações. Sendo assim, fica esclarecido aqui que o macho que todos nós conhecemos não mais existe, Seu (DNA) ficará nos fósseis do passado hostil lembrado por uma nova contemplação humana.</p>

<p class="sayac_bilgi"></p>
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		<title>Harvey Milk e o &#8220;Discurso da Esperança&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 18:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 13px;"><div class="messageBox quote item-imageLeft"><div class="quoteImage">
							<img src="http://www.gay.com.br/arqs/2013/05/milk-150x150.jpg" width="150" height="150" alt="Harvey Milk e o famoso Discurso da Esperança - Parada Gay de São Francisco-1978" />
							<div class="quote_arrow"></div>
						</div><div class="item-content"><span class="quote_text">&#8220;</span>Dois dias depois de ter sido eleito, eu recebi um telefonema e a voz era muito jovem. (&#8230;) Ela disse &#8220;Obrigado&#8221;. Vocês têm que eleger gays, para que milhares e milhares de jovens possam saber que existe esperança para um mundo melhor. Esperança para um futuro melhor. Sem esperança, não só para os gays, mas negros, asiáticos, pessoas com deficiência, idosos, nós mesmos! Sem esperança, desistimos! Sei que não podemos viver apenas de esperança, mas sem ela, não vale a pena viver. E você, e você, e você devem dar esperança para eles.&#8221;</span><cite class="quote_author">Harvey Milk e o famoso Discurso da Esperança - Parada Gay de São Francisco-1978</cite></div></div></p>

<p class="sayac_bilgi"></p>
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		<title>Harvey Milk</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 18:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<category><![CDATA[The Hope Speech]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 22 de maio, Harvey Milk estaria fazendo 83 anos, o primeiro homossexual assumido que conseguiu eleger para um cargo político nos Estados Unidos, militante dos direitos homossexuais que virou referência mundial. Filho de pais judeus, Harvey Bernand Milk, sofreu bullying na sua infância por causa do seu físico franzinho. Formou-se em Matemática e serviu na Marinha dos Estados Unidos como oficial mergulhador durante a Guerra da Coréia. Viveu inúmeros romances com homens, mas sem assumir sua orientação sexual, o que só fez somente ao entrar na política, candidatando-se a vaga de supervisor da cidade de São Francisco, cargo equivalente ao do vereador no Brasil. A sua posse foi manchete nacional, já que foi o primeiro homossexual assumido  eleito para um cargo público. Fato que foi comparado com do esportista Jackie Robinson, o primeiro negro a entrar na mais importante liga de beisebol profissional dos Estados Unidos. Milk iniciou o seu mandato criando um projeto de lei sobre direitos civis que bane a discriminação baseada na orientação sexual. O projeto de lei, que foi chamado da “mais rigorosa e abrangente da nação norte-americana”, mostrou ao ser aprovada “o crescente pode político dos homossexuais”, de acordo com o jornal The New York Times. Ele foi homologada pelo prefeito George Moscone que assinou o decreto com uma caneta dada de presente pelo próprio Milk. 11 meses depois de empossado, em 27 de novembro de 1978, Milk foi assassinado junto com o prefeito Moscone por Dan White, um político homofóbico, opositor de Milk ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 22 de maio, Harvey Milk estaria fazendo 83 anos, o primeiro homossexual assumido que conseguiu eleger para um cargo político nos Estados Unidos, militante dos direitos homossexuais que virou referência mundial.</p>
<p><a href="http://www.gay.com.br/arqs/2012/05/milk800.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-11093 alignright" alt="Harvey Milk" src="http://www.gay.com.br/arqs/2012/05/milk800-150x150.jpg" width="150" height="150" /></a>Filho de pais judeus, Harvey Bernand Milk, sofreu bullying na sua infância por causa do seu físico franzinho. Formou-se em Matemática e serviu na Marinha dos Estados Unidos como oficial mergulhador durante a Guerra da Coréia.</p>
<p>Viveu inúmeros romances com homens, mas sem assumir sua orientação sexual, o que só fez somente ao entrar na política, candidatando-se a vaga de supervisor da cidade de São Francisco, cargo equivalente ao do vereador no Brasil.</p>
<p>A sua posse foi manchete nacional, já que foi o primeiro homossexual assumido  eleito para um cargo público. Fato que foi comparado com do esportista Jackie Robinson, o primeiro negro a entrar na mais importante liga de beisebol profissional dos Estados Unidos.</p>
<p>Milk iniciou o seu mandato criando um projeto de lei sobre direitos civis que bane a discriminação baseada na orientação sexual. O projeto de lei, que foi chamado da “mais rigorosa e abrangente da nação norte-americana”, mostrou ao ser aprovada “o crescente pode político dos homossexuais”, de acordo com o jornal The New York Times. Ele foi homologada pelo prefeito George Moscone que assinou o decreto com uma caneta dada de presente pelo próprio Milk.</p>
<p>11 meses depois de empossado, em 27 de novembro de 1978, Milk foi assassinado junto com o prefeito Moscone por Dan White, um político homofóbico, opositor de Milk que tinha renunciado seu cargo de supervisor da cidade de São Francisco.</p>
<p>A vida de Milk foi transformada em filme pelo diretor Gus Van Sant em 2008. &#8220;Milk &#8211; a voz da igualdade&#8221;, que conta com o ator Sean Penn fazendo o papel do ativista gay, ganhou os Oscars de melhor ator e de melhor roteiro original.</p>
<p>Abaixo, o famoso &#8220;Discurso da Esperança&#8221;, feita pelo Milk durante a Parada Gay de 1978:</p>
<div class="messageBox quote item-imageLeft"><div class="quoteImage">
							<img src="http://www.gay.com.br/arqs/2013/05/milk-150x150.jpg" width="150" height="150" alt="Harvey Milk e o famoso discurso da Esperança" />
							<div class="quote_arrow"></div>
						</div><div class="item-content"><span class="quote_text">&#8220;Em algum lugar em Des Moines ou Santo Antonio há um jovem gay que de repente percebe que ele ou ela é gay. E sabe que se seus pais descobrirem, será expulso de casa, seus colegas irão zombar dele, e os políticos como Anita Bryant e John Briggs estão fazendo sua parte na TV [espalhando a homofobia].<br />
E essa criança tem duas opções: ficar no armário ou suicidar-se.<br />
E talvez um dia, essa a criança pode abrir um jornal que diz &#8220;homossexual eleito em São Francisco&#8221;, ela terá duas novas opções: uma é ir para a Califórnia, a outra é ficar em Santo Antonio mesmo e lutar.<br />
Dois dias depois de ter sido eleito, eu recebi um telefonema e a voz era muito jovem. Era de Altoona, Pensilvânia. E ela disse &#8220;Obrigado&#8221;.<br />
Vocês têm que eleger gays, para que milhares e milhares de jovens como essa criança possam saber que existe esperança para um mundo melhor. Esperança para um futuro melhor.<br />
Sem esperança, não só para os gays, mas negros, asiáticos, pessoas com deficiência, idosos, nós mesmos! Sem esperança, desistimos!<br />
Sei que não podemos viver apenas de esperança, mas sem ela, não vale a pena viver.<br />
E você, e você, e você devem dar esperança para eles.&#8221;</span><cite class="quote_author">Harvey Milk e o famoso discurso da Esperança</cite></div></div>

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		<title>Quer casar comigo?</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 14:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Berenice Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com certeza não há quem não sonhe em ouvir esta frase. A ideia de que a vida aos pares é o espaço de absoluta felicidade faz com que, desde muito cedo, todos &#8211; principalmente as meninas &#8211; sejam incentivados a casar. Aliás, elas são treinadas para as atividades domésticas ao receberem de brinquedo bonecas e panelinhas. Tudo para se prepararem para o dia em que alguém vai lhe propor casamento. Este é o final feliz de filmes açucarados; e não há novela que não termine com um punhado de cerimônias nupciais. Não é por outro motivo que todas as religiões de todos os credos e crenças solenizam o acasalamento, que é abençoado para que a reprodução garanta o aumento do número de fiéis. A razão de o estado formalizar o casamento é estabelecer a solidariedade familiar e com isso desonerar-se do encargo de garantir a todos os seus cidadãos o direito a uma vida digna. São impostos deveres e assegurados direitos a quem os vínculos afetivos une. A crença de que a procriação era reservada ao contato sexual entre um homem e uma mulher fez com que o conceito de família se limitasse à união heterossexual constituída pelos laços do matrimônio. Alargado o conceito de entidade familiar para além do casamento &#8211; com a consagração da união estável &#8211; e em face do desenvolvimento dos métodos de reprodução assistida, que assegura a todos o direito de ter filhos, nada justifica restringir o acesso ao casamento aos parceiros de sexos opostos. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com certeza não há quem não sonhe em ouvir esta frase. A ideia de que a vida aos pares é o espaço de absoluta felicidade faz com que, desde muito cedo, todos &#8211; principalmente as meninas &#8211; sejam incentivados a casar. Aliás, elas são treinadas para as atividades domésticas ao receberem de brinquedo bonecas e panelinhas. Tudo para se prepararem para o dia em que alguém vai lhe propor casamento.</p>
<div id="attachment_11521" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.gay.com.br/arqs/2013/05/Maria-Berenice-Dias-Foto-Ricardo-Jaeger-2012.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-11521 " alt="Maria Berenice Dias (Foto: Ricardo Jaeger)" src="http://www.gay.com.br/arqs/2013/05/Maria-Berenice-Dias-Foto-Ricardo-Jaeger-2012-150x150.jpg" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Berenice Dias (Foto: Ricardo Jaeger)</p></div>
<p>Este é o final feliz de filmes açucarados; e não há novela que não termine com um punhado de cerimônias nupciais. Não é por outro motivo que todas as religiões de todos os credos e crenças solenizam o acasalamento, que é abençoado para que a reprodução garanta o aumento do número de fiéis.</p>
<p>A razão de o estado formalizar o casamento é estabelecer a solidariedade familiar e com isso desonerar-se do encargo de garantir a todos os seus cidadãos o direito a uma vida digna. São impostos deveres e assegurados direitos a quem os vínculos afetivos une.</p>
<p>A crença de que a procriação era reservada ao contato sexual entre um homem e uma mulher fez com que o conceito de família se limitasse à união heterossexual constituída pelos laços do matrimônio. Alargado o conceito de entidade familiar para além do casamento &#8211; com a consagração da união estável &#8211; e em face do desenvolvimento dos métodos de reprodução assistida, que assegura a todos o direito de ter filhos, nada justifica restringir o acesso ao casamento aos parceiros de sexos opostos.</p>
<p>A estes avanços não é sensível o legislador que, para garantir seu mandato, escuda-se em preceitos alegadamente religiosos e esbraveja contra os mais elementares dos direitos: o direito à liberdade e à igualdade.</p>
<p>E, diante da medrosa omissão legal viu-se o judiciário com o dever de cumprir com a sua missão de fazer justiça. Afinal, ausência de lei não significa ausência de direito. O juiz tem que julgar. Precisa encontrar uma resposta dentro do sistema jurídico obedecendo os parâmetros constitucionais que veda qualquer discriminação.</p>
<p>Na última década os avanços foram muitos e significativos. Enlaçados os vínculos homoafetivos no âmbito do Direito das Famílias, passo a passo foram sendo garantidos os mesmos e iguais direitos a quem só quer ter o direito de amar.</p>
<p>Para evitar que as pessoas precisem se socorrer do Poder Judiciário, acaba o Conselho Nacional de Justiça de expedir a Resolução 175 que proíbe a toda e qualquer autoridade que recuse aceso ao casamento e à conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>Mas se o Poder Judiciário com coragem e sensibilidade tem feito a sua parte, é chagada a hora de o Legislativo garantir todos os direitos à população LGBT e criminalizar a homofobia.</p>

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		<title>A Fuga da Estética Homossexual</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 20:58:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Julio Mesquita]]></category>

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		<description><![CDATA[O homossexual, (o personagem dessa história), nada mais é que o estereotipo de uma analogia psiquiátrica do século 20. Um autor brasileiro chamado Lúcio Cardoso (1913-1968) tratou a homossexualidade como um doloroso atestado de incompreensão. “Médicos, professores do futuro; exponho-me nu aos vossos olhos de certeza”, escreveu ele, sintetizando sua posição de rejeitado. Crítico e autodestrutivo, Cardoso via na trajetória desses profissionais, o sarcasmo com a causa alheia e o pouco caso com as deficiências didáticas em se falar do tão emblemático assunto. Com sua observação pessoal de quem sofria na própria pele, Cardoso se esforçou para exprimir uma explicação “simplória” para sua homossexualidade, da qual nunca afastou seus ideais religiosos. Menos dogmático que Cardoso, o furioso Oscar Wilde (1854-1900) lustrou sua vida sexual com o verniz do desafio, do vício e da decadência. Ao descrever quão efêmera é a beleza, um relato como (O retrato de Dorian Gray), reafirma um vínculo entre a homossexualidade e o “Metro-sexualismo”, seja ele nobre ou doentio. O amor homossexual, nesse caso, não passaria de uma afetação, como o esnobismo e o pedantismo. – que estão sempre presentes nos escritos do intelectual inglês. Em carta ao amigo Robert Ross, escrita dois anos antes de sua morte, o intelectual inglês se arrepende dessa posição. Mas, em vez de procurar progredir com suas batalhas internas rumo à aceitação de si, fez recuar abruptamente. Escreveu: “Eu teria alterado a minha vida se admitisse que o amor uranista era ignóbil”. De fato, o intelectual não havia chegado a ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O homossexual, (o personagem dessa história), nada mais é que o estereotipo de uma analogia psiquiátrica do século 20. Um autor brasileiro chamado Lúcio Cardoso (1913-1968) tratou a homossexualidade como um doloroso atestado de incompreensão. “Médicos, professores do futuro; exponho-me nu aos vossos olhos de certeza”, escreveu ele, sintetizando sua posição de rejeitado. Crítico e autodestrutivo, Cardoso via na trajetória desses profissionais, o sarcasmo com a causa alheia e o pouco caso com as deficiências didáticas em se falar do tão emblemático assunto. Com sua observação pessoal de quem sofria na própria pele, Cardoso se esforçou para exprimir uma explicação “simplória” para sua homossexualidade, da qual nunca afastou seus ideais religiosos. Menos dogmático que Cardoso, o furioso Oscar Wilde (1854-1900) lustrou sua vida sexual com o verniz do desafio, do vício e da decadência. Ao descrever quão efêmera é a beleza, um relato como (O retrato de Dorian Gray), reafirma um vínculo entre a homossexualidade e o “Metro-sexualismo”, seja ele nobre ou doentio. O amor homossexual, nesse caso, não passaria de uma afetação, como o esnobismo e o pedantismo. – que estão sempre presentes nos escritos do intelectual inglês. Em carta ao amigo Robert Ross, escrita dois anos antes de sua morte, o intelectual inglês se arrepende dessa posição. Mas, em vez de procurar progredir com suas batalhas internas rumo à aceitação de si, fez recuar abruptamente. Escreveu: “Eu teria alterado a minha vida se admitisse que o amor uranista era ignóbil”. De fato, o intelectual não havia chegado a uma conclusão de si. Eu, como um leitor voraz que sou, li muitos autores e escritores que, bem e mal diziam, a homossexualidades em seus escritos. O intelectual francês Marcel Proust (1871-1922), autor de uma escrita poderosa, farta, complexa e de altíssima competência, via as práticas homossexuais como uma espécie de maldição. Algo que, de alguma forma, se ligava às asmas que, desde cedo, o infernizou. Em uma versão, Proust fez da homossexualidade uma versão mundana da elevação espiritual, que ele encenou com sua vida reclusa. Eu, como pensador, julgo o amor (seja ele qual for) como, antes de tudo, uma manifestação da natureza puramente humana. Portanto, o amor entre iguais, seja ele em baixa ou alta dosagem, sempre será um ato que provem dos mais puros dos sentimentos que temos uns pelos outros. Assim como a homossexualidade não existe – o homossexual virou um personagem para reverberações psiquipatológica, a fim de alimentar os consultórios de mercenários pseudo-curadores da anomalia social. Politizada pela contracultura, essa manifestação tornou-se não só marginal, mas contestadora. Por conta disso, é que sua força tomou proporção de violência, tom político e de representação. E diante de caminhos ainda bastantes longos à percorrer, esperamos respectivos avanços dos quais certamente ouviremos falar.</p>

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		<title>Prefeito de cidade paulista revela em comício que é homossexual &#8211; Tribuna Hoje</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 15:57:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tribuna Hoje Prefeito de cidade paulista revela em com&#237;cio que &#233; homossexualTribuna HojeO prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza (PSDB), foi o &#250;nico candidato homossexual assumido a se eleger nas elei&#231;&#245;es de 2012 em todo o pa&#237;s ao cargo de chefe do Executivo, segundo levantamento da Associa&#231;&#227;o Brasileira de L&#233;sbicas, Gays, Bissexuais, &#8230; e mais&#160;&#187; Link para notícia original]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellpadding="2" cellspacing="7">
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<td width="80" align="center" valign="top"><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNFmnuQwk41C1qP--wd3kSiCwsd75Q&amp;url=http://www.tribunahoje.com/noticia/61410/brasil/2013/04/21/prefeito-de-cidade-paulista-revela-em-comicio-que-e-homossexual.html"><img src="http://www.gay.com.br/arqs/2013/04/032.jpg" alt="" border="1" width="80" height="54"><br />Tribuna Hoje</a></td>
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<div><img alt="" height="1" width="1"></div>
<div><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNFmnuQwk41C1qP--wd3kSiCwsd75Q&amp;url=http://www.tribunahoje.com/noticia/61410/brasil/2013/04/21/prefeito-de-cidade-paulista-revela-em-comicio-que-e-homossexual.html"><b>Prefeito de cidade paulista revela em com&iacute;cio que &eacute; <b>homossexual</b></b></a><br /><b>Tribuna Hoje</b><br />O prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza (PSDB), foi o &uacute;nico candidato <b>homossexual</b> assumido a se eleger nas elei&ccedil;&otilde;es de 2012 em todo o pa&iacute;s ao cargo de chefe do Executivo, segundo levantamento da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de L&eacute;sbicas, Gays, Bissexuais, <b>&#8230;</b></p>
<p><a href="http://news.google.com/news/story?ncl=dlyKhUsvWwGk9TM&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt"><nobr><b>e mais&nbsp;&raquo;</b></nobr></a></div>
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		<title>É mulher, assume-se homossexual e pode jogar na NBA &#8211; O Jogo</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 15:57:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#201; mulher, assume-se homossexual e pode jogar na NBAO JogoBrittney Griner, melhor marcadora e n&#250;mero um do draft da WNBA est&#225; a ser not&#237;cia por duas raz&#245;es: a jogadora declarou a sua homossexualidade e garantem que est&#225; &#224; porta da NBA, para representar os Dallas Mavericks. &#8220;N&#227;o diria que me escondi. e mais&#160;&#187; Link para notícia original]]></description>
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<div><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNEH0hb8tZWF2oCe6Vd4ZFU_J6Q7Rw&amp;url=http://www.ojogo.pt/Modalidades/Basquetebol/interior.aspx?content_id%3D3177250"><b>&Eacute; mulher, assume-se <b>homossexual</b> e pode jogar na NBA</b></a><br /><b>O Jogo</b><br />Brittney Griner, melhor marcadora e n&uacute;mero um do draft da WNBA est&aacute; a ser not&iacute;cia por duas raz&otilde;es: a jogadora declarou a sua <b>homossexualidade</b> e garantem que est&aacute; &agrave; porta da NBA, para representar os Dallas Mavericks. &#8220;N&atilde;o diria que me escondi.</p>
<p><a href="http://news.google.com/news/story?ncl=dbJILLLO-vdhpWM&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt"><nobr><b>e mais&nbsp;&raquo;</b></nobr></a></div>
</td>
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<p><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNEH0hb8tZWF2oCe6Vd4ZFU_J6Q7Rw&amp;url=http://www.ojogo.pt/Modalidades/Basquetebol/interior.aspx?content_id%3D3177250">Link para notícia original</a></p>

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		<title>Parlamento da Nova Zelândia aprova o casamento homossexual &#8211; Revista Época</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 15:56:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Christian Post em Portugu&#234;s Parlamento da Nova Zel&#226;ndia aprova o casamento homossexualRevista &#201;pocaO Parlamento da Nova Zel&#226;ndia aprovou nesta quarta-feira (17) a lei que reconhece o casamento homossexual. A decis&#227;o transforma o pa&#237;s no primeiro da regi&#227;o &#193;sia-Pac&#237;fico e 13&#186; do mundo a reconhecer este direito. O projeto de lei, aprovado com 77 &#8230;Austr&#225;lia reitera posi&#231;&#227;o contra casamento homossexualDi&#225;rio de Not&#237;cias &#8211; LisboaNova Zel&#226;ndia primeiro pa&#237;s na &#193;sia Pac&#237;fico a legalizar casamento &#8230;RTPParlamento da Nova Zel&#226;ndia aprova casamento gayveja.comSul21&#160;-P&#250;blico.pttodos os 33 artigos&#160;&#187; Link para notícia original]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellpadding="2" cellspacing="7">
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<td width="80" align="center" valign="top"><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNEA8ce8hruvIYSS5Jp_McYntp_myw&amp;url=http://portugues.christianpost.com/news/depois-de-uruguai-e-franca-nova-zelandia-tambem-aprova-o-casamento-gay-15923/"><img src="http://www.gay.com.br/arqs/2013/04/030.jpg" alt="" border="1" width="80" height="55"><br />Christian Post em Portugu&ecirc;s</a></td>
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<div><img alt="" height="1" width="1"></div>
<div><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNEH34xUOaecA4_W-3u6iEXawSeT2w&amp;url=http://revistaepoca.globo.com/Mundo/noticia/2013/04/parlamento-da-nova-zelandia-aprova-o-casamento-homossexual.html"><b>Parlamento da Nova Zel&acirc;ndia aprova o casamento <b>homossexual</b></b></a><br /><b>Revista &Eacute;poca</b><br />O Parlamento da Nova Zel&acirc;ndia aprovou nesta quarta-feira (17) a lei que reconhece o casamento <b>homossexual</b>. A decis&atilde;o transforma o pa&iacute;s no primeiro da regi&atilde;o &Aacute;sia-Pac&iacute;fico e 13&ordm; do mundo a reconhecer este direito. O projeto de lei, aprovado com 77 <b>&#8230;</b><br /><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNHZMxrGeRQ50OD-KsUKs6saaNjZiw&amp;url=http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id%3D3172768">Austr&aacute;lia reitera posi&ccedil;&atilde;o contra casamento <b>homossexual</b></a><nobr>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias &#8211; Lisboa</nobr><br /><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNFaALfYLUMFIJE_J2gBnL1gj_wtJA&amp;url=http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article%3D644547%26tm%3D7%26layout%3D121%26visual%3D49">Nova Zel&acirc;ndia primeiro pa&iacute;s na &Aacute;sia Pac&iacute;fico a legalizar casamento <b>&#8230;</b></a><nobr>RTP</nobr><br /><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNGFQJHjOaTfnxbVl2nTOD_EpVs9KQ&amp;url=http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/parlamento-da-nova-zelandia-aprova-casamento-homossexual">Parlamento da Nova Zel&acirc;ndia aprova casamento gay</a><nobr>veja.com</nobr><br /><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNHShlf5lpJ5Obl9QAhfhovreG0rcA&amp;url=http://www.sul21.com.br/jornal/2013/04/parlamento-da-nova-zelandia-legaliza-casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo/"><nobr>Sul21</nobr></a>&nbsp;-<a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNG8jpvFsEYFVX_LPrTBz_QlsQFVLA&amp;url=http://www.publico.pt/mundo/noticia/nova-zelandia-legaliza-casamento-gay-1591571"><nobr>P&uacute;blico.pt</nobr></a><br /><a href="http://news.google.com/news/story?ncl=da2Ez9Ai1aUQ55MzM5g81OtPljBSM&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt"><nobr><b>todos os 33 artigos&nbsp;&raquo;</b></nobr></a></div>
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<p><a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;fd=R&amp;usg=AFQjCNEH34xUOaecA4_W-3u6iEXawSeT2w&amp;url=http://revistaepoca.globo.com/Mundo/noticia/2013/04/parlamento-da-nova-zelandia-aprova-o-casamento-homossexual.html">Link para notícia original</a></p>

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