Confundidos com gays, dois amigos foram agredidos por grupo de rapazes na Avenida Paulista

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Depois da agressão, Bruno Chiarioni Thomé postou uma foto no seu perfil do Facebook (foto: arquivo pessoal)

Nova agressão motivada por homofobia aconteceu na madrugada deste sábado, 27/08, nas proximidades do Metrô Consolação, região da Avenida Paulista. O arquiteto Bruno Chiarioni Thomé, de 33 anos, heterossexual, voltava de uma boate junto com amigo Rafael de Medeiros Ramos, 30, quando foram agredidos por um grupo de jovens.

Bruno, entrevistado pelo portal G1, contou que “primeiro, eles jogaram um copo de cerveja, que passou por mim e eu não vi. Depois jogaram uma pedra dessas que pavimentam a calçada que acertou a minha cabeça.”

“Quando fui perguntar o que tinha acontecido, a resposta já foi agressiva e homofóbica: ‘O que você está fazendo aqui, viadinho?’, pergunto um deles.”, disse o arquiteto.

Bruno Chiarioni Thomé ferido no momento que era transportado para o Hospital das Clínicas (foto: desconhecido)

Segundo Bruno, os agressores estavam organizados em três duplas, sendo que uma delas segurava uma luminária de metal, de cerca de um metro, que foi utilizada na agressão. “Deram socos, chutes e nos atacaram com a luminária”, contou.

O arquiteto afirmou que revidaram a agressão. “Eu tomei a luminária deles e corri atrás. Quando os seguranças do Metrô chegaram, eu estava com a luminária na mão”, disse.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), seguranças do Metrô foram chamados e apuraram que os dois rapazes foram agredidos por um grupo de pessoas desconhecidas. Neste grupo, estava um designer de 19 anos. De acordo com a SSP, o designer afirma que passava pelo local quando se envolveu na briga. Ele afirma também ter sido agredido pelo arquiteto. No boletim de ocorrência, o caso foi registrado como uma briga envolvendo três rapazes. Não está especificado quem é vítima ou autor das agressões. No B.O. não há menção à homofobia.

Bruno foi levado para o Hospital das Clínicas, onde levou sete pontos e fez uma tomografia. Para ele parece que virou moda agredir homossexuais na região. Segundo a vítima, a sorte que tiveram é que o grupo era de “boyzinhos”. “Eles não esperavam que fôssemos reagir”, declarou.

 

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