Um beijo para a hipocrisia homofóbica

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Foto: Màssao Uéhara

Um Beijo, um abraço… demonstrações de carinho por parte de homoafetivos incomodam muito uma sociedade heterossexual e hipócrita na qual vivemos.

Pessoas riem de dois gays abraçados, mesmo que seja um apenas um abraço amigável.

Foto: Màssao Uéhara

E quando gays se beijam em público? Ai as reações são mais extremadas, de puro nojo e repulsa, como estivessem visto alguém coberto de excrementos.

Mas ultimamente, e vamos apenas nos concentrar na maior cidade da América Latina, não é preciso muita coisa para ser discriminado por homofobia, basta parecer como um gay ou então andar em pares do mesmo sexo. Foi assim com as vítimas de um grupo de adolescentes e de um maior que barbarizaram na Avenida Paulista num fim de semana de novembro, também foi assim de duas pessoas que foram perseguidas e atacadas na Rua Frei Caneca por um agressor que usava um soco inglês. Sem motivação, simplesmente por parecerem gays a vista de olhos de quem cultiva um ódio por seres diferentes o dele.

Foto: Màssao Uéhara

Foto: Màssao Uéhara

E como foi dito antes, vivemos numa sociedade hipócrita, então porque não dizer que aceitam conviver com homossexuais? Mas para a sociedade ser tolerante com gays no seu seio, eles e elas devem comportar perante os padrões da sociedade heterossexual, podem até fazer suas ‘orgias’, desde que longe dos olhos da população que preza a família e os bons costumes. E ai daquele que se descuidar e desviar da norma, mesmo que um pequeno gesto de carinho de encostar a cabeça no ombro do seu ‘parceiro’ (sim gay não faz família, então não pode ter marido ou esposa) merece ser cutucado e ser lembrado que aqui é local familiar e não se aceita coisa de viado.

A sociedade brasileira não difere muito dos anos 70, em que se enchia o peito de orgulho para falar para os estrangeiros que no “Brasil não existe racismo”. Tanto que não havia preconceito contra negros que em meados do ano de 1989 o governo brasileiro teve que promulgar uma lei contra o racismo.

Foto: Màssao Uéhara

Foto: Màssao Uéhara

Hoje, a vez é com o homossexual, mas se a sociedade tiver oportunidade de endireitar o ‘errado’ com umas palmadinhas quando criança será melhor, não será necessário partir para correções mais pesadas quando este indivíduo tentar sair da norma na vida adulta. Mas ai vai ter uma parcela da sociedade, pequena de fato, que vai gritar pelos direitos dos homossexuais, que isto é homofobia, e que da mesma forma o que aconteceu com a população negra, vai tentar impor para sociedade hipócrita uma lei em que ela não poderá mais discriminar mais os homossexuais, tal de PLC 122/06, que para a felicidade e tranquilidade dos representantes desta sociedade hipócrita, contanto os evangélicos associados aos católicos e homofóbicos de plantão, está parada no Senado do Brasil.

E diferente do que aconteceu no final dos anos 80, a sociedade não quer mais perder seu direito adquirido de discriminar, de ser preconceituosa, de fazer piadinhas de gays (afinal de negros não pode mais), então a PLC 122/06 só pode ser tachada de criar um pequeno grupo da população com superpoderes acima de outros cidadãos, de inibir a livre expressão religiosa (irmãos, haverá gays se beijando no meio das missas e cultos!), com a mordaça gay que acaba com a liberdade de expressão e também o direito desta sociedade hipócrita de ser homofóbica.

Frente a isto e outros mais, que um grupo de jovens cidadãos, cansados de toda esta hipocrisia, está se manifestando contra a homofobia e pede apoio para que o PLC 122/06 seja votado para o bem desta sociedade brasileira.

As fotos que ilustram este artigo são da manifestação deste domingo, 12/12, que começou com um beijaço (Kiss-in) na frente da Ofner dos Jardins e depois prosseguiu numa caminhada até a Avenida Paulista número 777, palco de um dos ataques homofóbicos que assolaram São Paulo no último mês.

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Massao

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Paulistano, gay e soro+. Acredita que haverá um mundo melhor para os homossexuais, vivendo igualitariamente. O gueto, o preconceito e discriminação homofóbica será apenas história. Bom sonhar, mas luta para que o sonho vire realidade (ao menos partes dele). +
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