
Muita comoção e indignação durante o velório da Sabrina Dummond (foto Neidson Moreira - O Imp / D.A. Press)
Mais um caso de homofobia. A vítima foi Daniel da Conceição, 40, mais conhecido como Sabrina Dummond. Presidenta da Associação de Travestis e das Transexuais do Maranhão (Atrama), ela foi mais uma travesti morta por motivação homofóbica no Brasil.
Seu corpo foi velado no domingo, 13/12, na sede da escola de Samba Flor do Samba (Desterro), local escolhido por amigos, de acordo com o desejo da própria Sabrina revelando ainda em vida. Houve muita comoção e indignação por parte de familiares e amigos. “Tudo isso é revoltante. Ela estava trabalhando e foi assassinada brutalmente”, desabafou a travesti Andressa Sheron, amiga e secretária da Atrama. “Esse não pode ser mais um caso que vai cair no esquecimento e ficar sem solução. Esse assassino é um perigo para as travestis e para toda a sociedade.”
Sabrina foi assassinada durante a noite do sábado, 12/12, com uma facada na altura do pescoço. O crime aconteceu na Avenida Guajajaras, bairro São Cristovão, São Luís-MA. De acordo com testemunhas, Sabrina estava distribuindo camisinhas no local. Seu corpo foi achado em um terreno próximo da avenida, por volta das 22h. O assassino que evadiu do local, ainda não foi identificado e nem preso pela polícia.
Como presidenta da Atrama, Sabrina estava organizando a programação para o dia da Visibilidade Trans, que será comemorado no próximo dia 29 de janeiro. Amigos dela informaram que manterão a programação e ainda preveem outras manifestações. “Ainda este ano vamos fazer uma mobilização contra o assassinato de Sabrina e outros casos”, confirmou Andressa.
Via O Imparcial Online aqui e aqui.

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