É duro fazer comparações. E eu, particularmente, não gosto. Apenas exponho aqui as comparações que já estão sendo feitas pela mídia. Acho que ser artista, mesmo sendo uma pessoa pública, é algo muito pessoal, e torna cada um deles único. Por isso, por mais que vozes sejam parecidas, ou roupas, ou músicas, cada um deles tem seu jeito único de ser. Hoje, falemos sobre um certo libanês, filho de norte-americano com libanesa, firmando-se em Londres. Este é Mika.
Mika mudou-se do Líbano para Paris, com 1 ano de idade. Aos 9 anos, mudou-se para Londres, de onde não saiu mais. Sempre teve grandes influências musicais, desde Ópera de Strauss aos onze anos, Prince, Metálica e até mesmo traços islâmicos, vindos do Oriente Médio. Essa mistureba fez de Mika um artista bastante excêntrico. Porém, não foi fácil pra ele conseguir seu lugar nas paradas de sucesso.
Segundo as fontes do Wikipédia, Mika tentou entrar para o mercado da música durante cinco anos, em vão. Foi rejeitado por muitas gravadoras, devido ao seu estilo. Acusavam-no de usar músicas que não vendiam. E inspirado por toda essa rejeição, Mika escreveu a canção que seria seu primeiro single, inclusive aqui no Brasil, de nome Grace Kelly.
Sua irreverência só aumentou desde então. Suas canções mirabolantes e cheias de cotidiano, hoje fazem a cabeça de muitos. E foi desde Grace Kelly que as comparações começaram. O alvo da vez foi Freddie Mercury. Não foi só a voz de Mika a ser comparada. Foi, como dizem, o “conjunto da obra”. Quem já viu Mika cantar ao vivo vai ter a sensação de ver um Freddie mais moderno, porém, mantendo o vozeirão e o gingado brincalhão de ser. Queen foi inovador em sua época, graças a irreverência do líder da banda. Parece que essa palavra está em alta… Irreverência…
Mika está com seu segundo trabalho, lançado este ano, chamado “The Boy Who Knew Too Much”. Em 15 de Abril deste ano, ele surpreendeu seus fãs com um show surpresa em Los Angeles, apresentando quatro músicas inéditas, antes do lançamento deste novo álbum. Bacana, vai. Ah, claro! Não podemos esquecer a fatídica pergunta que não quer calar: Is Mika Gay? Eu não sei. Mas também, isso importa?
Agora imaginem só, passar cinco anos na labuta, sem resultado algum. Mika é exemplo de que é possível fazer e cantar a música que gosta. Nossa sorte é que a rejeição das gravadoras não o fez desistir. “Não” é o que vamos ouvir a vida toda. Porém, cabe a nós acreditarmos naquilo que realmente nos é importante, sem preocupação com comentários alheios. Enfim, queridos: mais um grande artista mostrando seu trabalho para o mundo. E volto a repetir, a irreverência está na moda, e tornou-se, de repente, objeto de procura dos produtores musicais. Quer entrar para o mercado da música? Pois então trate de inovar, assim como fez, e ainda faz Mika. Ser comum não vende mais.
Vejam o clipe de We Are Golden, primeiro single do novo álbum.
[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=YWeCmIkPRBw 580]


Add a comment