Organização da Parada Gay de Santo André desrespeitou o Termo de Ajuste de Conduta, diz a Polícia Militar

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Leia a nota da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sobre os incidentes na Parada do Orgulho LGBT de Santo André:

A Polícia Militar do Estado de São Paulo, ao conhecer da matéria jornalística veiculada no Jornal Folha de São Paulo, nesta data, “PM é acusada de agressão em parada gay”, esclarece:

Todas as ações da Polícia Militar do Estado de São Paulo são norteadas por três princípios: gestão pela qualidade, polícia comunitária e respeito aos direitos fundamentais da pessoa, que são objeto de uma forte preparação policial em todos os níveis.

A Polícia Militar sempre desenvolveu um bom relacionamento com o movimento LGBT, garantindo a segurança das suas manifestações em prol do respeito aos seus direitos e do reconhecimento desse público. Exemplo disso são as inúmeros paradas do orgulho gay realizadas na Av. Paulista, com a segurança garantida pela PM.

A Polícia Militar sempre trabalha com planejamento e não foi diferente na parada do LGBT-2009 de Santo André, na qual foram realizadas 03 reuniões preliminares com os organizadores e lavrado um Termo de Ajuste de Conduta – TAC.

Especificamente neste evento, os participantes deixaram de cumprir os termos do TAC desde o início da Parada, onde alguns trios elétricos não estavam liberados pelo poder público local, havendo a necessidade da intervenção da polícia para sua liberação.

Continuando nessa linha, outro desrespeito ao TAC aconteceu na hora da dispersão, onde os participantes que deveriam liberar a avenida às 18 horas, não o fizeram e, além disso, alguns deram início a tumultos e práticas anti-sociais, invadindo estabelecimentos comerciais e residências.

Novamente foi necessária a intervenção policial, momento em que o Sr Dimitri Sales procurou o comandante da operação para solicitar informações ainda sobre os trios elétricos e, por estar próximo de um dos tumultos, acabou sendo atingido pelo gás pimenta.

Diante deste fato e para garantir transparência, foi instaurado um Inquérito Policial para apurar possíveis irregularidades.

As ações da Polícia Militar antes, durante e após o evento, se pautou como sempre nos direitos fundamentais do cidadão, seja daqueles participantes do evento, manifestando sua preferência sexual, como dos demais integrantes da comunidade local, garantindo seus direitos de ir e vir.

Lamentamos as manifestações descritas na matéria jornalística atribuídas ao Srs Marcelo Gil, Dimitri Sales e Gustavo de Menezes, procurando atrelar os fatos a uma ação homofóbica, pois todos eles conhecem a posição legalista e a preocupação da PM com os Direitos Humanos.

São Paulo, 09 de novembro de 2009.

Polícia Militar do Estado de São Paulo

Assessoria de Imprensa

Tels.: (0XX11)3327-7063 / 7064

E-mail.: imprensapm@policiamilitar.sp.gov.br

Via  Agência de Notícias da Aids

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