Mesmo com chuva, Parada Gay RJ aconteceu com muita alegria

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Foto Mariana Canedo

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1,2 milhão de pessoas lotaram na tarde de ontem, 1/11, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, apesar da chuva, reivindicar os direitos LGBTs com muita alegria na 14ª edição da Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, que é o terceiro maior evento carioca, perdendo apenas do Réveillon e do Carnaval, segundo dados da RioTur.

“Vamos investir o máximo possível para que a cidade não tenha nenhuma marca homofóbica e nenhum preconceito”, declarou o prefeito Eduardo Paes que não participou do desfile. Ele disse vai criar uma coordenadoria para cuidar dos direitos homossexuais e promover o desenvolvimento de políticas públicas para LGBTs. Também prometeu aumentar o aporte de recursos públicos para a organização da Parada do ano que vem. O prefeito ainda disse que é uma meta do governo investir no turismo gay na cidade. “Esse ano quem tentou achar uma vaga em hotel do Rio, mesmo com o feriado e com chuva, não conseguiu. A cidade está lotada”, completou Paes.

Sérgio Cabral durante a Parada Gay (foto Marcelo Piu - O Globo)

Sérgio Cabral durante a Parada Gay (foto Marcelo Piu - O Globo)

O governador Sérgio Cabral discursou no carro oficial da organização. Ele falou que nem a chuva atrapalhou a luta contra o preconceito e criticou os políticos que ainda se mostram contra o movimento. “Político que ignora os direitos dos homossexuais é político do século XIX. As pessoas têm que entender que se um homem gosta de outro homem, isto é problema só dele. É opção sexual de cada um. Lamento que haja político atrasado”. E completou “não podemos mais tolerar, o Brasil avança com democracia. Não podemos admitir preconceitos. Temos que ter coragem de assumir posições e defender direitos”.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, foi o que fez declarações mais bombásticas na Parada. Ele que esteve envolvido com a polêmica com o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, que o chamou de ‘veado’ e ‘fumador de maconha’ e que “ele seria estuprado em praça pública”. discursou que o “outro governador ficou chateado comigo porque eu queria defender o Pantanal e disse que ia me violentar. É uma cabeça troglodita de quem pensa como se estivesse na época da Inquisição”. Sobrou também para o governado do Paraná, Roberto Requião, que durante um programa de TV, falou que o aumento de casos de câncer de mama em homens era devido às paradas gays. Mic comentou que “preconceito dá câncer, faz mal à saúde e pode matar. O que cura o preconceito e a doença é a solidariedade”.

Hora do Beijaço (foto: Carolina Lauriano)

Hora do Beijaço: Ministro Carlos Minc (esq), governador Sérgio Cabral, Carlos Nascimento e o casal David Hard e Tony Reis (d) (foto: Carolina Lauriano)

Já o coordenador de Direitos Individuais e Difusos do governo do RJ e um dos fundadores da 1ª Parada do Orgulho LGBT do RJ, Cláudio Nascimento, disse que atitude como essa incentiva a violência contra homossexuais. “Posturam como a dos governadores Requião e Puccinelli e do prefeito (de Duque Caxias-RJ) Zito não só ajudam a firmar a intolerância como são as mãos que empurram o punhal no coração dos homossexuais”, afirmou ele.

A travesti Jane Di Castro cantou o hino nacional, enquanto todas as autoridades davam as mãos e faziam o coro. Em seguida, o hino oficial da Parada, “O bom é beijar”, foi cantado e todo público foi convidado a se beijar na mesma hora. Estavam presentes também a atriz Letícia Spiller e a cantora Teresa Cristina.

Veja as fotos da Parada Gay no Flickr:

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Via O Globo, blog do Sidney Rezende e G1

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