Na Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro é esperado 1,5 milhão de pessoas para neste domingo, 1/11, de acordo com a organização do evento, com base o número de participantes do ano passado.
A concentração acontecerá às 13h no posto 6 da praia de Copacabana. A Prefeitura do Rio interditará a avenida Atlântica a partir das 12h. A recomendação da prefeitura é de que os motoristas evitem circular de carro na região.
No Brasil, a primeira Parada aconteceu em junho de 1995, ao final da 17ª Conferência Internacional LGBT (ILGA), primeiro evento do gênero no país, alcançando cerca de três mil pessoas na Praia de Copacabana. Na época foi chamada pelo movimento LGBT de Marcha pela Cidadania de Gays, Lésbicas e Travestis. As paradas tornaram-se hoje as maiores manifestações de massa do país, numa festa da cidadania e diversidade, focada na luta por direitos de uma população estigmatizada.
Por isso torna-se importante aproveitar a visibilidade que traz um evento como a Parada Gay para defender o projeto de lei complementar 122/06 que criminaliza a homofobia, equiparando-a ao crime de racismo.
O mote da parada deste ano é “Eu tenho direito de amar e viver livremente. Diga não à homofobia”.
A Parada Gay do Rio é a segunda em expressão do país e uma das cinco maiores do mundo. É o terceiro maior evento cultural da cidade do Rio de Janeiro, depois do Réveillon e Carnaval, segundo dados da RIOTUR. Pela primeira vez, a parada do Rio, nas versões de 2007 e 2008, contou a presença do Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, um importante gesto de reconhecimento da luta LGBT como parte da agenda pública.
Segundo Claudio Nascimento, ativista LGBT e fundado da 1ª Parada e coordenador geral da Parada do Orgulho LGBT do Rio “A Parada é comunitária, organizada por militantes e voluntários, mas que tem como características acolher as pessoas após o evento” e conclui que “acredita que a Parada do Orgulho LGBT do Rio combina cultura, política, festa, protesto e luta por direito”.
A Parada deste ano aconteceria em 11 de outubro, mas foi adiada para este domingo devido à pandemia da Gripe A (H1N1).
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