Qube, a discoteca gay mais popular de Roma, foi alvo novamente de um ataque homofóbico. O segundo ataque em menos de um mês.
Para Polícia, seriam dois homens com rostos encobertos sob capacetes que atiraram uma pedra enrolada com um pano embebido com líquido combustível contra a entrada principal da discoteca, após a noite que foi realizada uma das festas gays mais famosas da capital, a “Muccassassina”.
Segundo as primeiras informações pela nota do Mario Mieli Club, que organiza as noites Muccassassina, “não havia coquetéis molotov, mas uma pedra coberta com um pano embebido com gasolina e jogado na entrada principal, mas que não causou danos à estrutura. Não dá para falar que foi um ataque homofóbico dirigido contra a comunidade LGBT e um dos seus símbolos locais.”
O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, expressou a sua condenação ao novo ataque feita na manhã de 19/09 contra um clube frequentado por homossexuais. Ele se comprometeu a participar de uma vigília em Roma para o dia 24/09 em protesto contra os atos discriminatórios.
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A Qube foi alvo anteriormente em 26/08, quando alguém tentou incendiar as instalações.
O ex-deputado Vladimir Luxuria falou que a estratégia dos homofóbicos usa dos mesmos métodos da máfia italiana, usando de intimidação.
“Se os investigadores confirmarem como um ataque homofóbico o ataque com coquetéis molotov no Qube, isso será mais uma tentativa de intimidação para os gays, lésbicas e trans. Esta estratégia de intimidação não nos dá medo, nós responderemos com a força da nossa presença na cidade em 24 de setembro (…). O Governo e o Parlamento devem comprometer-se agora para a aprovação de uma lei contra a homofobia, mesmo com medidas emergenciais”, nota de um comunicado do presidente da Arcigay Roma, Fabrizio Marrazzo.
Via Il Messaggero.it e Euronews


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