Dilema divide grupos pró-união homoafetiva

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Steve O posar para a campanha 'NO H8' do fotógrafo Adam Bouka

Steve O posar para a campanha 'NO H8' do fotógrafo Adam Bouka

Para 2010 ou deixar para 2012? Esse é o dilema que está passando o movimento LGBT de Califórnia, por conta da luta para revogar a proibição ao casamento homoafetivo no Estado.

A decisão por uma ou outra data criou uma divisão entre o maior grupo californiano de direitos dos homossexuais, que anunciou nesta quarta-feira que precisará de mais três anos para construir uma coalizão, contra os grupos menores que dizem que a demora irá reduzir o impulso entre os homossexuais e seus aliados, com a promessa de lutar pela revogação já em 2010.

A luta destes grupos é para conseguir derrubar a Proposição 8, que em novembro de 2008, o eleitorado californiano decidiu proibir o casamento homossexual, meses depois de ter sido legalizado pela Justiça estadual.

O grupo Equality California, acha que poderá ter apoio majoritário até 2012. Marc Solomon, diretor da entidade disse “que exige tempo, compromisso e muitíssimos voluntários para desfazer as inverdades que nossos adversários têm dito”. Para ele, grandes doadores não estão dispostos a financiar uma nova luta tão logo depois de um fracasso, e uma campanha porta a porta iria demorar muito. Com as eleições presidenciais de 2012, haverá um maior comparecimento de eleitores, além de ser um eleitorado mais jovem, o que acrescentariam 4 pontos percentuais à margem de vitória.

Mas para os grupos que querem lutar pela revogação já no ano que vem, se deve aproveitar agora para dar o impulso, “essa gente não irá necessariamente estar lá em 2012, quando você decidir começar a campanha novamente”, disse John Henning, diretor-executivo da Love Honor Cherish.

O grupo de Henning planeja arrecadar mais de 1 milhão de assinaturas em prol da causa, e diz que precisará de 32 milhões de dólares para a batalha. Já a Equality California, a campanha deverá atrair organizações nacionais e custará pelo menos 100 milhões de dólares.

As duas campanhas deverão ter seu peso político. Para 2010, coincide com as eleições legislativas bienais, e se for em 2012, influenciará na próxima eleição presidencial.

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