A travesti E.B.L., 27, conhecida como Roberta e trabalhava como massagista, morreu na tarde do dia 6/07, em Sorocaba, em decorrência de aplicação de três litros de silicone industrial nas nádegas. O procedimento teria sido realizado em São Paulo, horas antes.
De acordo com o boletim de ocorrência, a travesti tinha deixado a sua casa na Vila Barão, onde residia com outro homem, às 16h de domingo para ir até São Paulo fazer um programa.
Entretanto, na madrugada, em torno das 3h30, um taxista chegou na residência e abandonou a massagista deitada na calçada.
De acordo com o médico André Kyriazi Campos, coordenador do Pronto Socorro de Clínica Médica da Santa Casa de Sorocaba, disse para a reportagem do Jornal Cruzeiro do Sul, que em dez anos de carreira nunca tinha atendido um caso desse tipo, ressaltou que o silicone industrial é absorvido pelo sangue, mas que não se dissolve, e por isso, ao chagar no pulmão, provoca embolia, fazendo com que a paciente não consiga mais respirar. Ainda a aplicação do silicone provocou o quadro de trombobulismo pulmonar, matando a travesti num período de apenas quinze horas após a sua internação. Ela morreu às 17h30 de segunda-feira, e seu corpo foi levado para Piracicaba, onde foi sepultada.

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