A família do cozinheiro de 35 anos espancado na Praça da República, região central de São Paulo, no domingo (14) após a Parada Gay, teme ser alvo de represálias do grupo de intolerância suspeito de ter envolvimento no crime. A Santa Casa de Misericórdia constatou a morte do cozinheiro na noite de quarta-feira (17).
“Fizeram isso com a certeza de impunidade. Temos medo que isso se volte contra a gente”, disse uma das irmãs da vítima que pediu para não se identificar por segurança.
A Polícia Civil investiga se algum grupo de intolerância esteve envolvido no espancamento, embora ainda não existam provas. Um indício colhido nas investigações é a descoberta de que um grupo nacionalista marcou protestos para o dia da Parada Gay.
No entanto, a hipótese de roubo também é investigada, segundo o delegado Aldo Galiano, porque o celular da vítima foi levado e usado dias depois.
O histórico de ligações do telefone foi solicitado à Justiça na quarta-feira para identificar os suspeitos. O rapaz deve ser enterrado nesta quinta-feira (18) no Cemitério Parque Jaraguá.

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